Playing at my house


1958 – 2009
28 28UTC Junho 28UTC 2009, 7:34 pm
Arquivado em: Uncategorized

I Am Tired Of This Devil
I Am Tired Of This Stuff
I Am Tired Of This Business
Sew When The
Going Gets Rough
I Ain’t Scared Of
Your Brother
I Ain’t Scared Of No Sheets
I Ain’t Scare Of Nobody
Girl When The
Goin’ Gets Mean

Michael+Jackson



Manuela Moura Guedes VS Marinho Pinto
25 25UTC Maio 25UTC 2009, 1:22 am
Arquivado em: Uncategorized

Posso, sem a mais pequena dúvida, dizer que sou um privilegiado por na sexta-feira, por alturas em que fazia uma pausa no meu estudo e comia um prato de sopa, ter assistido à melhor esgrima de palavras que assisti, ao vivo e a cores, na televisão portuguesa. Digo esgrima de palavras porque não me ocorreu Toma lá que já almoçaste. De um lado, de onde menos se esperava, entra no ringue Marinho Pinto, 92 quilos, 1 metro e 78, Bastonário da Ordem desses profissionais liberais que são os advogados. Do outro lado, a suspeita do costume. Manuela Moura Guedes, 65 quilos, 1 metro e 70, 4 plásticas, Pseudo – Jornalista de Informação da estação TVI.

                Manuela Moura Guedes, depois de uma tentativa de afastamento por parte dos jefes, voltou há uns meses a atacar em força e em todas as direcções na companhia de Vasco Pulido Valente, 117 anos, num programa chamado “Jornal Nacional de Sexta” que se encontra inadequadamente denominado nas grelhas televisivas como “Programa de Informação”. Confesso que nunca li o Código Deontológico dos Jornalistas nem tão pouco o dos médicos ou mesmo o dos Advogados mas o bom senso, inerente a qualquer bonus paterfamiliae, levaria qualquer um a concluir que o tempo de duração daquele espaço televisivo é tudo menos o de um jornal de informação. Manuela Moura Guedes em pouco mais de 1 hora consegue fazer exactamente aquilo que, suponho, ensinam aos alunos de qualquer faculdade de letras nas primeiras aulas do curso. É parcial, arrogante, facciosa e todos os outros sinónimos destes adjectivos mas, tendo em conta que ela não passou por letras, até poderíamos perdoar-lhe o seu característico e peculiar comportamento, fruto da ausência nas aulas de deontologia jornalística. A ironia surge ao sabermos que Manela é licenciada em Direito tendo sido inclusivamente Monitora da Cadeira de Teoria Geral do Direito Civil da FDUL (arqui inimiga da insigne casa deste vosso humilde blogger) onde se ensina, entre outras coisas, uma coisa basilar na vida de qualquer vulgar cidadão, pugilista ou jornalista, de seu nome Princípio da Boa Fé.

                Tudo isto para dizer que Marinho Pinto, independentemente do mérito das suas acções e palavras, durante e anteriores ao dito telejornal, encostou Manuela Moura Guedes às cordas e subiu alguns pontos na consideração de muitos (como eu) que acreditam que seria bem mais simples se metade das vezes se mantivesse de boca fechada. Marinho Pinto durante o 1º assalto levou meia dúzia de socos de direita ao qual respondeu com um gancho final de esquerda que deixou Manuela Ferreira Leite completamente K.O., devastada, quase de lágrimas nos olhos e a chamar pelo seu Moniz. Para o bem da Informação em Portugal, é bom que os sujeitos que mandam naquilo percebam de vez que pessoas como aquela criam uma aura nefasta à volta da TV POPULI que é a TVI. Compreendo tudo isso das audiências. Percebo que Manuel Luís Goucha seguido de Júlia Pinheiro e seguida esta de Morangos com açúcar são factor chave para a hegemonia da TVI, mas também percebo que Manuela Moura Guedes e o jornalismo em geral da TVI são a peça culminante da brejeirice que caracteriza esta estação de televisão e, consequente e infelizmente, o nosso país.

David Paula



The good, the bad and ugly.
24 24UTC Maio 24UTC 2009, 7:59 pm
Arquivado em: MOVIE REVIEWS

a_4720

Era uma vez o oeste. Era uma vez três cavaleiros solitários. Era uma vez uma corrida ao ouro. Era um vez uma guerra que dividiu um país. Era uma vez Clint Eastwood. Era uma vez a reinvenção do cinema de cowboys. Era um vez…

O bom, o mau e o vilão é talvez o western mais conhecido da história do cinema. Sergio Leone um italiano pouco vulgar, decidido a mudar o estilo das estorias de cowboys pegou num argumento simples e fez dele uma obra-prima.   O “nilismo” típico das personagens que acreditam apenas na força das pistolas e na importância do ouro é o motor para um épico filmado nas áridas montanhas e desertos da Andaluzia. Goste-se ou não, imagino muitas pessoas a odiarem os tempos mortos, os longos planos sem qualquer fala,   o filme de Sergio Leone marcou para sempre um estilo de cinema: “o Western Spaguetti”.

veredicto: 5*****

João Cunha



Man of cience Vs Man of Faith em versão velocidade cruzeiro.
20 20UTC Maio 20UTC 2009, 12:41 pm
Arquivado em: MOVIE REVIEWS

angels-demons-1

 

Ao contrário do que aconteceu com o Código de Da Vinci (o outro filme que a parelha Brown-Howard-Hanks) entrei na sala sem ter lido o livro que deu origem ao filme e portanto sem saber o que iria acontecer. A primeira cena, filmada num laboratório que poderia servir de covil a um qualquer vilão do James Bond é o ponto de partida para um filme vertiginoso. Após o roubo de uma importante descoberta científica, Howard mete uma mudança acima, e sempre a velocidade cruzeiro vai desalinhando uma serie de peripécias cujo herói da trama o professor Robert Langdon (Tom Hanks), uma espécie de Indiana Jones gorducho, vai resolvendo. De problema em problema, sempre com a belíssima cidade de Roma como pano de fundo, a estória vai se desenrolando de forma tão rápida que não deixa o espectador reflectir sobre o tema que Brown tentou explorar. Ciência versus religião é um assunto com quase quatro séculos de história. Todavia, não é neste filme que iremos encontrar alguma reflexão útil, pois “Anjos e Demónios” limita-se a introduzir o tema de forma a dar uma dimensão histórica a um enredo que prima essencialmente voltas, reviravoltas, perseguições e assassínios. No meio desta tramóia com centenas de anos, nem Tom Hanks se salva. O actor é um verdadeiro boneco que não consegue transmitir nenhuma composição à personagem, do elenco só mesmo Ewan Mcgregor no papel de “el camarlengo” consegue (como quase sempre) ser acima da média. Só perto do final, quando o filme deveria precipitar-se numa retumbante cena de acção, Howard mete uma a baixo e passa para quarta. As conclusões são inócuas e a própria conspiração não passa de uma fantochada. O realizador, todavia, economiza com alguma mestria os tempos do filme tornando-o pouco aborrecido propício para a pipoca e o refrigerante. Em suma, “Anjos e Demonios” não provoca bocejos mas se estava à espera de uma qualquer ideia, por mais pequena que ela seja, esqueça. Fique em casa e veja um filme do Indiana Jones. Isso sim. Veredicto: 2**

João Cunha



She’s got Bette Davis Eyes
14 14UTC Maio 14UTC 2009, 2:00 am
Arquivado em: Musica

Gossip Girl não é a típica série Norte Americana que esteja habituado a ver. Enredos básicos e repetidos, paixões estrondosas que duram não mais que 3 episódios e uma fórmula de sucesso muito parecida com a de O.C. Nada de novo. Ainda assim, consigo encontrar uma ou duas razões para não perder um episódio que seja. Para começar, no meio de todo o lixo musical, costumam aparecer bandas e artistas novos excelentes como Albert Hammond Jr., guitarrista dos Strokes, ou o meu muito amado Sebastian Tellier ou clássicos como Henri Mancini ou Sarah Vaughan que são um deleite. Para terminar, duas palavras: Blake Lively, a qual não vou perder muito tempo a descrever por respeito à minha namorada.

                Ainda assim, o que pretendo não é versar sobre nenhum dos dois assuntos acima mencionados. Gostaria de partilhar a minha recente descoberta em relação a Leighton Meester, a.k.a. Blair Waldorf. Parece que a menina também sabe cantar e prepara-se para lançar um disco na onda electropop sem data ainda definida mas por agora já colocou na internet uma cover do clássico de Kim Carnes, Bette Davis Eyes que podem ouvir e baixar aqui. 

E sim, eu sei que não parece ela.

David Paula



LET’S MAKE LOVE
8 08UTC Maio 08UTC 2009, 8:19 pm
Arquivado em: Uncategorized

AND LISTEN DEATH FROM ABOVE



CAPAS NEGRAS DE SAUDADE
30 30UTC Abril 30UTC 2009, 12:58 pm
Arquivado em: Uncategorized

10 Dias para o fim da Queima das Fitas



Taking Chance
25 25UTC Abril 25UTC 2009, 10:29 pm
Arquivado em: Uncategorized

A época pós – Óscares é, indubitavelmente, frustrante para quem está habituado a 4 ou 5 bons filmes por semana. Nos últimos tempos, para comprovar esta minha tese, dei por mim a ver filmes de qualidade tão duvidosa como “INKHEART” com esse pequeno gigolo do cinema contemporâneo, Brendan Fraser. Dá, apesar disto, também, para ver / rever filmes mais antigos, um pouco melhores, para sermos eufemistas. Dances with Wolves e Ben – Hur foram os dois melhores que vi e revi, respectivamente. Verdadeiros hinos ao cinema, que têm em comum o facto único de serem películas de época.

De entre toda a escumalha que paira nos cinemas nos dias que correm tive a sorte de ver um filme de que não tinha ouvido falar e que não tive a preocupação de saber a estória. São sempre as melhores surpresas. Taking Chance narra a história de um oficial do exército Norte – Americano que se voluntaria para acompanhar o corpo de um soldado, K.I.A. no médio oriente. E o filme é isso mesmo: a viagem deste oficial que acompanha o corpo do dito soldado até à terra natal. Kevin Bacon tem aqui uma interpretação de uma carga emocional tremenda. A melhor que me recordo da sua pessoa. Há quem diga que este filme é propagandístico e, em certa medida, defensor das atrocidades que os E.U.A. cometeram, e continuarão a cometer nas questões da defesa. Vemos o Código dos Marines como nunca antes. Há quem diga até que este filme deveria ser obrigatório para os adolescentes na América na idade pré – alistamento, e acredito que as mentes mais influenciáveis responderiam ao apelo. Mas o filme prima, sobretudo, pela infindável ideia de solidariedade e auto compreensão do povo norte – americano. Poderíamos chegar a pensar que as cenas mais dramáticas, todas de eriçar pelos e verter lágrimas são demasiadas mas o filme baseia-se em factos reais e, se é verdade que quem conta um conto acrescenta um ponto, não é menos verdade que os citizens demonstram uma grande empatia no que toca aos mortos na guerra. E agora Obama?

David Paula



What women worth
20 20UTC Abril 20UTC 2009, 12:48 am
Arquivado em: Uncategorized

Nunca foi tão bom ser solteiro. Nos dias que correm basta uma tarde na esplanada ou uma noite num bar para nos inteirarmos sobre o sexo feminino e toda a sua crítica psicologia. Algumas mulheres bonitas são como um par de sapatos Prada. Vêmo-los numa montra qualquer e deslumbramo-nos mas achamos sempre que não valeriam o dinheiro. Outras são como um relógio da Swatch, engraçados e com estilo mas cansativos e descartáveis ao fim de algum tempo. Há ainda a maioria que é como uma peça de roupa da Zara que não hesitamos em comprar mas nunca pensamos em usar mais que uma noite, e há também as All-star. São novidade durante algum tempo mas acabam nos pés de toda a gente, sujas usadas e esquecidas debaixo da cama. E depois há as outras. Há os Ferrari topos de gama. Vermelhos. Aquele tipo de mulher que vemos em fotos ou raramente ao vivo, de quem não nos tentamos sequer aproximar. Têm alarme e estão sempre radiosas. São raras e só para alguns mas até podiam ser nossas com algumas aulas de condução defensiva se mesmo assim não tivéssemos tanto medo de um estoiro no primeiro mês. São uma tentação e uma loucura de velocidade. A adrenalina sobe e o coração bate a 300 kms por hora em linha recta. Desistimos. Paramos mais a frente para comprar um relógio ou umas sapatilhas que nos subam a moral. São rápidos, são acessíveis. Servem sempre. Poucos arriscariam os sapatos Prada. Mas para ter um Ferrari é preciso merecê-lo. É preciso gostar e não perder um grande prémio. É preciso ter noção do risco e saber ultrapassá-lo. As regras somos nós que as fazemos e como todas as outras, temos de as quebrar. Pedem para o ser. E o meu sonho sempre foi ter um Ferrari. Mas se não quisermos materializar as mulheres, a sua categoria é realmente desnecessária. Em poucas palavras, há as mulheres de trabalho; mulheres da noite, e mulheres de casa. Felizes aqueles que tiverem as 3 (em uma). E estas são também cada vez mais intolerantes em relação a nós. Vai persistir sempre o tradicional estigma “os homens são todos iguais” e até se perder a mania elas nunca vão encontrar O Homem. E nós nunca vamos ter o nosso Ferrari.

Texto escrito em Maio de 2006, por alturas dos meus 17 anos. Hoje, é bom saber que o Ferrari já foi adquirido, tem 2 anos de rodagem e que é inegociável.

David Paula



Discurso de abertura da ADLE (SIMUE 09)
6 06UTC Abril 06UTC 2009, 10:58 am
Arquivado em: textos livres

Todos sabemos do difícil desafio que a Europa, e o mundo, enfrenta nos nossos dias. A recente crise financeira que tornou o mercado, e a economia real, um verdadeiro caos tem que ser urgentemente resolvida. Todavia, e considerando que este será o ponto principal de qualquer ordem de trabalhos a desenvolver, há outros pontos que a Aliança de Democratas e Liberais pela Europa não deixará cair no esquecimento. Problemas como o aquecimento global, o terrorismo, imigração ou a violação dos direitos humanos não podem ser assuntos minimamente descurados por uma instituição como a União Europeia. A aliança de democratas e liberais pela Europa pugnará sempre por uma Europa justa e livre onde cada um poderá desenvolver de modo são as suas qualidades. Só uma Europa livre poderá fazer face à poderosa concorrência que as potências emergentes (china, Índia, Brasil) fazem as nações do nosso continente. Num mundo globalizado, a Europa deverá estar pronta a responder aos enormes desafios que lhe vão sendo lançados. Só um mercado forte, livre e assente na concorrência poderá evitar o declínio de uma civilização milenar. As diferenças que marcam o continente europeu afastam os franceses dos espanhóis e os italianos dos eslovenos. Porém, e considerando que há diferenças culturais obvias, estas são ultrapassáveis através do desenvolvimento de politicas comuns. O primeiro passo será aprovar o mais rapidamente possível a agenda de Lisboa, pois as alterações estruturais à União e comunidade Europeia contidas neste tratado são fulcrais para a continuidade do “Projecto Europeu”. Como dissemos no inicio do discurso, não é de apenas de assuntos económicos que a Aliança de Democratas e Liberais pela Europa se preocupa. O aquecimento global é uma matéria prioritária à qual comissão, parlamento e conselho não pode deixar de tratar sob pena de deixarmos um mundo apocalíptico aos nossos filhos e netos. Há medidas que devem ser urgentemente tomadas quanto à emissão de gases poluentes para atmosfera, pois da mesma forma que apenas temos uma vida temos também apenas um planeta. Cabe-nos, enquanto cidadãos da Europa e do mundo, preserva-lo. Esta é a agenda da Aliança de Democratas e Liberais pela Europa. Acreditamos, como outrora Robert Schuman e Jean Monet acreditaram, que o sonho da Europa é possível. Demos tantos passos rumo ao futuro e na direcção certa: espaço shengen, moeda única, mercado único. Não podemos parar agora. Acreditamos que a livre concorrência não pode ser vista como um fim em si mesmo, mas sim como um meio de criar riqueza e providenciar bem-estar aos nossos cidadãos Para isso, há uma série de políticas pouco eficientes que terão que ser extirpadas do ordenamento jurídico e politico comunitário, e outras, que possam garantir a tão insistentemente proclamada “livre concorrência” deverão ser tomadas. A Europa é um sonho que ainda é vivo, há que acreditar nele.

 João Cunha